and I was the killer of your heart
but you thought it best to stay
when I left you drowning in the rain
though I’ll try, I’ll never know your pain
E quanto mais a gente pede pra esquecer, mais o destino insiste em nos lembrar.
Pode ser um filme, uma música, um escritor, um poema. Pode não ser nada também, e o nada é o mais perigoso dos momentos. Onde, na falta de qualquer outra coisa que ocupe sua mente, aquela pessoa toma conta de todos os seus pensamentos. E você se sente paralisado. Quase que anestesiado pela sensação de simplesmente ter aquela pessoa rondando as suas idéias. Isso ocupa o seu dia, e pode ter dois efeitos totalmente diferentes: te deixar feliz ou te deixar absolutamente triste.
Ultimamente eu ando numa fase em que nada tem funcionado. Enfiar a cara no trabalho, estar com os amigos… O que poderia funcionar, então? Sinceramente, ainda não descobri. Mas gosto de pensar que uma hora que eu chego lá, afinal já fazem alguns dias…
Eu sinto sua falta. Parei de ter vergonha de confessar isso pra mim mesma e para os outros também. Sinto falta da sua companhia, da sua cumplicidade, daquela vontade de te contar tudo e saber que você ia ouvir. De te admirar e de me sentir admirado por você. Parece que foi há tanto tempo… que eu sinto falta até do que eu mal consigo lembrar.
Sei bem que muita coisa machuca. Mas nada machuca mais do que saber que você tem outra pessoa agora. Talvez ela nunca signifique pra você metade do que eu signifiquei, talvez ela chegue até a ser tão importante quanto eu fui na sua vida. Mas ela nunca vai conseguir lembrar de você tantos anos depois com tanto carinho quanto eu lembro agora.
E eu só espero que você esteja, finalmente, feliz.
Era um dia normal como qualquer outro, eu havia chegado em casa cansado, querendo teu carinho, teus beijos.
Mas me deparo com a triste surpresa que suas coisas não estão lá mais, procuro pelas tuas roupas, pelas tuas coisas e não vejo nada, a única coisa que vejo é um vazio na casa e outro em meu coração e fico me perguntando como você pode ter saído assim da minha vida, como eu poderia viver sem teu amor, sem tuas coisas, sem teus mimos, então noto que realmente você me deixou, que agora eu estava sozinho.
Olhei para um lado e para outro, eu estava perdido me perguntando o porquê disso tudo, o porquê você havia me deixado, por que você tinha ido embora de minha vida. Então caí em prantos sem ver que você estava ali pra mim, só pra mim. Tentei te procurar em vários lugares em que costumávamos a ir, mas não te achei. É, realmente você tinha ido embora de minha vida. Passaram dias, meses e dor não diminuía, não sei como viver mais sem você, sem seus beijos, sem suas coisinhas, sem o nosso amor. Então em uma noite eu decidi viver com a dor de você ter partido e ela tornou-se minha melhor amiga e minha pior inimiga.
“Hello, can you be mine?”
Lembro de tudo, lembro dos beijos, dos abraços, das juras de amor, das brigas, de momentos únicos que tive. Mas pra onde isso tudo foi? Todas as juras, todo o amor que tínhamos? Hoje parece que somos dois estranhos nos ponderando pra não falar algo errado, algo que vá machucar o outro. Prometemos ficar juntos pra sempre, prometemos que nada e nem ninguém poderia acabar com o nosso amor, com a nossa relação, com tudo que com tanto sacrifício construímos. Temos medo de nos esquecer, de nos afastarmos, temos medo de tudo que essa nova “fase” nos proporciona, que nos arranca, que deixa tudo tão “estranho” em relação a algumas coisas. Sinto falta dos sorrisos, dos momentos bons, das lagrimas de felicidade que tive, do teu carinho, sinto falta também do que nunca tive a oportunidade de ter contigo, mas que sempre te falava que estava nos nossos planos, sinto falta de você ao meu lado me chamando com aqueles apelidos que pra algumas pessoas é meio besta, mas que se você me chamasse eu me derretia todo. Sinto falta do nosso amor, de tudo que nós fizemos juntos, de tudo que sonhamos juntos. Não sei quando vou poder ou se vou poder te chamar de meu mais uma vez. Mas saiba que sou seu, com todos os meus defeitos, com todas as minhas raivas aqui ainda existe um coração que ainda bate por ti. Mas infelizmente não posso mais te chamar de meu, porque a vida fez que nos separássemos. Agora você tem outra vida, você tem outras conquistas, outras pessoas pra tomar conta. Eu? Pode ser um dia que eu já não esteja aqui pra te chamar de meu, posso ir embora, posso me enganar, posso ir em outra direção que a sua, mas espero que isso não aconteça. Tenho sonhos, tenho metas pra bater contigo, tenho uma vida pra viver contigo, mas tenho medo, medo de ficar “sobrando”, medo de sofrer, medo. Acho que esse é meu problema, tenho medo de tudo, sou uma pessoa insegura demais, não sei o que é verdade ou é mentira agora, mas sei do que sinto por ti, sei que algumas palavras tuas são sinceras, que são de coração.
Talvez como sempre falamos, ou melhor, você me fala:”não sabemos do futuro” e essa é a triste verdade disso que estamos passando.. Não sabemos do futuro, não sabemos o que pode acontecer, não sabemos de nada, talvez esse também seja o maior motivo da minha dor e talvez da sua também…
O futuro.
“I just wanna be yours like I always say, never let me go”
Logo quando você é uma criança, você aprende que algumas ações geram uma reação, que elas tem um preço, tem seus motivos pra acontecer e também suas consequências. Aprendemos também que tudo que fazemos tem um certo significado pra alguém, tem uma certa razão. Ninguém faz nada por acaso, sem saber de suas consequências, ninguém muda da água pro vinho sem motivos.
As vezes nossos atos mesmo que pequenos tem uma consequência enorme e podem ferir ou machucar outras pessoas. Não acredito que as pessoas façam coisas “inocentemente” quando já pedem pra outras pra não fazer, não acredito que certas frases não tem seu significado.
Sim, estou machucado, to com raiva, estou magoado, estou triste.
Ninguém muda do nada, ninguém agrada outros e esquece de quem faz de tudo pra te agradar.
Mas essa é a vida, esse é o tapa na cara que levamos diariamente.
Enfim, boa noite.




